segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Ponte aérea

Voltei de São Paulo. Por incrível que pareça, viagem tranqüila e sem nenhum contratempo. Pelo contrário. Quer dizer, tirando a chuva e o tempo (absurdamente) frio, tudo foi muito divertido. Não, não fui a São Paulo para passear, mas foi o que acabei fazendo. Em algum momento, aliás, isso tinha de acontecer, não é?

O fato é que o trabalho que fui fazer por lá terminou bem antes do que eu esperava e fiquei com dois dias (DOIS DIAS!!!) inteiramente livres antes de voltar pra casa. Passeei no Conjunto Nacional - confesso que, desta vez, só cheguei até a porta da Cultura, tirei foto, mandei pra Tita e fui almoçar no shopping em frente -, descobri um Starbucks na rua onde sempre fico hospedada, quase fui ao cinema, consegui manter minha dieta quase intacta (pelo menos por algumas refeições) e descansei.

O silêncio que prometi buscar, no entanto, se transformou em deliciosos períodos de sono. Dormi muito. Aproveitei o chuveiro quente do hotel. Comprei coisinhas de menina (sabonetinhos, pinças, shampoozinhos, cremes diferentes...) na Onofre da esquina e tomei muita água.

Depois, resolvi visitar os amigos paulistas. Minha querida Pra. Nilzete, que no ano passado me deu abrigo no Rio de Janeiro, voltou para a cidade da garoa e tem um apartamento em Diadema, me recebeu com carinho de mãe no final de semana. Resolvi visitar, também, o trabalho social onde meu amigo Rafael está desenvolvendo o ministério. Este rapaz tem sido uma bênção na minha vida e olha que tudo por mensagens de celular!

Uma viagem de Diadema para a divisa de Igaratá (depois de Santa Isabel). Levei mais de três horas para ir e voltar. Mas valeu a pena. Ver o trabalho da Casa de Recuperação Efatá mantida pelo Desafio Jovem foi um bálsamo. E ver o Rafael empolgado a mostrar o lugar, as pessoas e o que eles fazem foi animador.

Na volta, passei na Sé para ver a praça. Sempre quis fazer isso, mas sempre ia lá à noite...voltei e peguei o metrô para casa, mas, é claro, passei um pouco de aventur
a e fiquei um tanto perdida, mesmo sem sair do ônibus que ia me levar da estação Saúde até Diadema, bairro do Campanário, rua Curió. 1h30 minutos depois de pegar a condução, desisti de ficar indo e vindo e desci, debaixo de chuva, no ponto em frente ao Jardim botânico para, finalmente, pegar um ônibus certo, que me deixou na porta de casa. Ufa!

Terminei o sábado com um culto delicioso de jovens na Igreja Metodista Livre. A pedido da minha anfitriã, levei a mensagem, com base em Jonas 4: 1-10. Deus foi misericordioso e se fez presente. Presente do céu aquele momento. 

Domingo, dia de vir embora, ganhei uma carona básica até Guarulhos. Do contrário, iria de ônibus-metrô-taxi. Acho que meu pequeno tamanho enterneceu o coração dos irmãos, que se dispuseram a me levar até o aeroporto. De volta para casa, agradeci pelo calor e sequidão da minha terra.

Ver a família foi ótimo! Ver meu pai foi tão especial! Ver meu avô, que já está quase totalmente carequinha por causa da quimioterapia, foi um presente. E assim, mais uma viagem terminou bem e já espero pela próxima. Até porque voltar sempre também é tão gostoso!