segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Is. 6:8

Onde foi que eu me perdi? Em que esquina eu esqueci o caminho e passei a andar pela estrada errada? Não era aqui que eu queria ter chegado. Não era nisso que queria ter me transformado. Meu coração, agora, se corrói por saber que mais do que uma máscara, também estou usando amarras. Presa aos compromissos inadiáveis do depois.
Me fiz de forte todo esse tempo só para contar a mim mesma, num sussurro segredável, que essa fortaleza não existe, que minhas pernas estão bambas, que as lágrimas são minha melhor resposta, que o desespero se apossou dos meus sonhos.
Mais uma vez não vejo sentido nessa vida. Ajuntar, trabalhar, informar sem motivo. O resultado final será o mesmo: o fim da vida e tudo não passou de um ledo engano. Minha saída está longe daqui, longe do escritório fresco pelo ar condicionado. Está nos tambores que ficaram impressos na minha alma, com a chamada urgente da salvação. Meu coração se regozija com "O chamado". Mas não estou atrás desse mistério. Me calo, me amarro e evito pensar no medo que tenho de encarar o desejo de ser simplesmente dependente de Deus.