quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Tks!
Algumas pessoas têm uma mania que a mim irrita. Depois de reunir todas as nossas forças e palavras para este momento, elogiamos um conhecido (a), para dizer que a roupa lhe cai bem, que o sapato é lindo, que a maquiagem está perfeita. Mas em troca, o que ganhamos? A frase dos aficcionados por serem mal-tratados: "Está às ordens/disposição".
Não estou pedindo o objeto do elogio emprestado. Estou apenas parabenizando o intelocutor por sua aparência. Por que oferecer? Por que destratar o artigo dizendo "nossa, mas isso é tão velho!"? A dificuldade das pessoas em aceitar elogios pode também se tratar de orgulho. Ou de timidez. Mas, qualquer que seja a desculpa, por favor, não ofereçam sua peça de roupa. Não estamos montando um brechó!
Paro aqui esta reflexão, que é mais um desabafo, para lembrar que passa de 1h30 da manhã e eu ainda estou pilhada, sem conseguir dormir.
De qualquer forma, voltando o assunto, não vamos deixar que mesmo a cobiça mais rasgada destrua nossa postura gentil. Um sorriso é o suficiente para agradecer. Acredite: se a resposta, ofertando o objeto elogioso, for dada a um mero conhecido, ele ficará sem graça e nunca mais vai elogiar você; e se for dirigida a um amigo, oras, se ele quiser emprestado, ele vai ter abertura para te pedir, sem precisar usar da desculpa de um elogio para tanto.
Se seu orgulho - ou sensação de rebaixamento - é tão monstruoso que te impede de realmente ser grato pelo elogio, procure um psicólogo. Mas eu ainda fico com o velho e bem sucedido "muito obrigado".
Boa noite.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
No corredor de Alice
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Uma máxima sentimentalista
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Ó vida, ó dor.....
Estive mexendo em cadernos antigos, diários de oração, blocos de anotações e agendas de dois, três anos atrás. Qual não foi minha surpresa ao descobrir que todas as minhas orações e lamúrias são as mesmas de agora. Minha vontade de mudança, de que algo aconteça e de inquietação por estar estagnada.
Nenhum dos textos, porém, podia prever o que aconteceria quando a mudança chegasse. Estou eu aqui, de novo, com quatro, cinco opções de caminhos para seguir, sem confiança em nenhum deles e muitas dúvidas na minha mente. Fiz uma paradinha nas atividades do meu último dia de trabalho para contar que estou com medo das minhas decisões.
Sim, estou tipicamente ao ponto de deixar que as lágrimas desçam pelo rosto. Descobri, nos últimos dias, que não sou nem um pouco confiante em mim. Pelo contrário, estou me descobrindo com uma terrível baixa estima! E isto também é uma surpresa para mim! Como se nada do que eu pensei, aspirei, desejei, sonhei, planejei e esperei fosse dar certo. Entre coisas que eu deveria estar estudando, matérias que eu deveria estar escrevendo, materiais que eu deveria estar pesquisando e projetos que eu deveria estar apresentando, ainda tem essa estranha sensação de derrota.
Sei bem que os irmãos de plantão, certos da vitória que temos em Jesus, vão me escrever exortações, me condenando por sentir isso. Mas não se enganem: minha ansiedade já foi apresentada a Deus e Ele já está a par dos meus temores. Mas também sabe que sou humana e que tenho fraquezas. Mas, oras, não é na minha fraqueza que o poder de Deus se aperfeiçoa? Digamos que ele terá muito em que se aperfeiçoar. Minha vitória, no final das contas, será contada como glória a Ele, porque, sinceramente, do meu braço é que não virá o socorro.
Eu descobri também que tenho pedido as coisas erradas a Deus. E quanto a isso já comecei o meu conserto. Portanto, meus caros, não se preocupem que a alma está salva. Mas o psicológico (TX, há distinção entre um e outro?), está passando por uma situação amarga que ainda vai durar um tempo até que se torne em algo bom para o corpo.
Por enquanto, eu vou tocando TODAS as possibilidades ao mesmo tempo. Sem a certeza, ainda, de que estou na toada certa. Mas, vai que....uma delas me leve à estrada de tijolos amarelos.....ou então, Deus vai me abrir novas portas ainda desconhecidas....e isso demonstra bem quão perdida eu estou.
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Tic-Tac borboletal
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Meta-morfose
(Pois, então, foi isso. Eu estava esperando a Márcia voltar e ficar me perturbando para atuallizar o blog...hehehe)
Na verdade, caros leitores, não pude voltar aqui antes (mesmo depois de ter postado minha linda borboleta piscante) porque não sabia ainda como as coisas iam ficar. De idéias verdes (leiam o último post antes da borboleta) eu passei a ter situações verdes. E elas ainda não maduraram, mas, acredito que algumas coisas precisam ser ditas neste processo.
A parte da covardia não se instalou. Não precisei ter minha orelha puxada para me lembrar que precisava mudar de vida e de situação: não só minha mente ficou pulsando nisso, como o meu corpo também se rebelou. E é por isso que estou aqui escrevendo, descumprindo as ordens médicas de não digitar, motivo pelo qual me deu 12 dias de atestado. Independente do que digam meus caros colegas de trabalho, seja lá qual for o motivo, meu corpo perdiu arrego e dói por todo lado. Chegaram até mesmo a cogitar um reumatismo. Mas aí já era demais, mesmo para uma hipocondríaca incurável!
Acho que, menos do que uma rebelião, meu corpo está é se libertando da pressão que carregou nos últimos anos. Parece que minhas decisões foram de encontro a tudo que o meu sistema precisava e, agora, ele se sente aliviado para afrouxar as amarras do sentimento de responsabilidade perfeita.
Vou me explicar. Motivada, em partes pelas mensagens de um dos últimos posts da Márcia, em parte por ofertas mais atraentes, pedi demissão. Sim, isso mesmo. Quase quatro anos depois de voltar à empresa, pedi pra sair. O último ano, mais do que os outros, se tornou em enfado e estresse, tirando de mim todo o prazer que eu tinha em executar um bom serviço. Tudo isso, me levou a pensar, como várias vezes aqui descrito, se valia a pena tanto desgaste, se estava no caminho certo, se deveria continuar deixando que me sugassem até a última gota. Decidi, no dia 31 de dezembro de 2007, que não. Comecei o ano como uma demissionária.
Devo contar-lhes que uma mudança necessária não é menos dolorosa do qualquer outro tipo de mudança. Há, é claro, toda a incerteza do que virá pela frente; todo o medo de que seu plano (que plano? eu tenho um plano????!) falhe; todo receio de que as contas não sejam pagas no final do mês. Mas esse temor vem acompanhado de um sentimento estranho de paz e tranqüilidade. De uma certeza absurda de que tudo vai dar certo.
Na minha mudança fui pouco radical. Não chutei o balde e saí correndo, louca e sem roupa pela rua (tive um bisavô que fez isso....mas ele já estava caduco. Isso conta?). Não, sr. Conversei com meus pais, conversei com amigos, conversei com Deus. Todos me deram apoio. Ao que tudo indica, qualquer coisa será melhor do que ficar estagnada e ser brutalmente estafada com tantos afazeres.
Quanto aos planos, confesso que ainda estou mudando isso...na minha mente e coração. Deus tem sido meu companheiro nas horas de questionamento, de busca por respostas e por horizontes. Nada foi desenhado para fora da minha janela, até o momento. Mas vou continuar com minhas sessões terapêuticas com Ele...em breve, tenho certeza, poderei contar mais esse capítulo da história de mudanças que, espero eu, também influencie você a sair da sua zona de "conforto" e buscar o que VOCÊ quer, ainda que para todo o resto do mundo seja uma loucura, como largar um emprego.
Por enquanto, agreadeço à Márcia pela fonte de inspiração e a todos os amigos que se comprometeram a puxar as minhas orelhas. Continuem alertas: isto ainda pode ser necessário.
Mas, como eu disse antes, estou de atestado e não posso ficar por aqui, catando teclinhas com uma velocidade impressionante e barulhenta, por muito tempo. As dores recomeçaram....mas até elas me lembram que eu tenho um novo propósito de vida: descobrir o que eu quero como próximo passo.
Beijos! :-)