segunda-feira, 19 de novembro de 2007

"Até tu, Brutus???"

Estive conversando com alguns amigos esta semana e, apesar de ter ficado sem tempo para vir explorar os pensamentos, não pude deixar de questionar algumas de nossas posturas. Ao que parece, o tema do momento em todas as rodas de conversas é a fidelidade e a confiança que dedicamos e que recebemos uns dos outros. Mas temo que não vá chegar a nenhuma conclusão. Bom, pelo menos na minha cabeça, não encontrei uma resposta definitiva.

Temos falado sobre o relacionamento horizontal e ponderado muito sobre nossas amizades. Mas temos tocado muito no que o outro nos faz, mas....e o que nós fazemos ao outro? Falamos sobre castelos e fortes e nossa propensão a nos isolar de quem oferece qualquer risco aos nossos sentimentos. Mas a pergunta que não quer calar na minha mente é: quantos fortes têm sido construídos por causa e contra nós?

Lendo um livro do escritor americano Max Lucado, ele diz que o que colhemos é o reflexo do que plantamos. Regra de ouro e que não costuma apresentar exceções. Tantas pessoas vieram me procurar pra me contar como estão frustradas e decepcionadas com indivíduos que julgavam ser seus amigos, alguns até por muitos anos de caminhada juntos. Mas uma traição, a quebra da confiança, o abalo sísmico da fidelidade que pode ser sentido a kilômetros de distância, acontece apenas em uma mão?

Quero dizer, quais têm sido as nossas sementes? O que temos plantado em nosso caminho? Que tipos de mudas temos alimentado nos nossos jardins? E essa falta de honestidade que temos sofrido é um reflexo das sementes que temos escolhido plantar? Não sei se a cumplicidade de amigos têm sido suficientes para manter um relacionamento saudável. Na verdade, começo a questionar essa tal cumplicidade.

Dizemos um "eu te amo" para todos os nossos conhecidos, como forma de expressar nosso carinho. Aprendi, recentemente, uma expressão que gostei muito e que tenho tentado usar, com o máximo de honestidade: "tal pessoa é muito querida". O que nos falta, então, se há tanto "amor", tanta "entrega", tanto "querer"? Talvez seja, de fato, a honestidade. Temos medo de ser verdadeiros com quem nos importamos e isso só demonstra que não nos importamos tanto assim.

Medo de criticar o que achamos errado, de tentar mostrar outro caminho e de oferecer a mão para, realmente, ajudar nossos amigos. Temos aversão a compromissos. Podemos, inclusive, culpar a modernidade por isso. Temos tão pouco tempo para curtirmos a nós mesmos, porque deveríamos ceder o tempo que não temos para amigos chorões que passam por problemas? Medo de compromisso, de cumplicidade, de honestidade, de lealdade, de dependência. Somos ensinados que as pessoas podem usar o que sabem da nossa vida para nos ferir - e elas usam mesmo! Por isso, apagamos nossas mensagens do orkut, escondemos nossas lágrimas, não permitimos que outra pessoa se aproxime.

Plantamos sementes de egoísmo. "Quero estar livre para poder fazer o que quiser, se me der na telha de fazer". Se temos um compromisso, uma responsabilidade com alguém ou alguma coisa, isso pode ser um impedimento à nossa liberdade, confundida com libertinagem, procrastinação e egocentrismo.

O que temos feito para que a desconfiança se alastre dessa maneira no nosso círculo? Que ações cometemos para que sejamos apunhalados pelas costas? Temos nós sido os arquitetos de castelos para os nossos amigos, mas que, com uma simples modificação podem se tornar em fortes contra nós mesmos? Que semente estamos plantando nos nossos relacionamentos? Qual o revestimento para a obra inacabada do nosso coração? A sinceridade ou falsidade? O caráter ou a máscara? A cumplicidade ou a traição? A coragem ou a covardia?

É dia de explorar a verdade. Do contrário, podemos continuar com as portas fechadas. Mesmo assim, não vai existir relacionamento perfeito, nem de sua parte e nem da parte do outro, mas podemos, pelo menos, minimizar os efeitos dessa nossa natureza caída, que guarda mais os olhos no próprio umbigo do que na expansão do mundo ao seu redor.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Time to change, isn't it?

Já é quase uma hora da manhã e eu, que deveria estar dormindo, estou aqui pensando que meus posts, ultimamente, estão passando do estágio de "meloso" para uma espécie de auto-ajuda otimista, em que tudo são borboletas a saracutear por um jardim florido, beirando ao pieguismo. Não que isso seja ruim. Os propósitos são bons. A intenção é boa. A vida real é que não é.

Se você sorriu ao ler a última frase, é porque entende do que estou falando. O perigo da vida tornar-se apenas uma série de frases feitas e intenções não vividas. Acho que meu lado racional cansou de esforçar-se tanto para demonstrar que existe e deixou que meus sentimentos dominassem um tanto do dia. Hoje, toda a minha frustração saiu de dentro da garrafa e como o gênio da lâmpada, se apossou dos meus desejos e da minha fala. Disse "não" à continuidade dos meus dias cinzentos, de funcionária de empresa privada, sofredora e explorada. (Antes que perguntem, não. Não pedi demissão, mas já sinalizei minha vontade em mudar de ares...)

Não sei o que isso quer dizer, e nem sei o que vai acontecer daqui pra frente, mas a atitude me fez ver que temos a capacidade de rejeitar o que nos perturba. Ainda que inconscientemente, uma hora o desânimo torna-se a mola propulsora das mudanças na vida. E não estou falando apenas de situações, mas também de pessoas e de comportamentos.

Para reagir, abandonamos o "amigo" charlatão à própria sorte, sentindo um alívio por não ter mais que suportar a intolerância da convivência. E nós, que temos o costume de sermos agradáveis, cansamos do abuso moral que as pessoas nos fazem passar em nome de uma "amizade" que só ela mesma acha que existe. O conceito de amigo é desvirtuado nessa mente torpe que, até por ignorância, destrata e maltrata quem, de fato, quis se importar com ela.

Para reagir, respiramos fundo e contamos até mil para não falar o que veio até a ponta da língua, mas que sabemos que não devemos expressar. Resistimos às tentações e buscamos ajuda do céu para controlar o instito animal que o homem naturalmente possui. Deixamos de atender telefonemas - ou mesmo de fazê-los -, de mandar mensagens, de responder e-mails, porque sabemos que, no final do dia, vamos nos arrepender dos nossos atos. Tudo porque não queremos mais sentir nojo de nós mesmos; não queremos manter a máscara hipócrita da santidade forjada; não queremos nos sentir trocadas ou prostituídas (não estou falando só de corpo, mas também de princípios) simplesmente por trairmos a nós mesmas.

Para reagir, é preciso dizer "não", ainda que seu instinto ajudador queira se comprometer com mais uma tarefa. É necessário colar as fotos do tratamento hospitalar para lembrar onde tanta estafa te levou. É importante fechar os olhos e tampar o nariz para não ceder ao pecado da gula ou simplesmente do desejo incontrolável de comer chocolate até explodir (tudo que é demais passa, queridas. Ainda que seja chocolate!).

Para reagir, colocamos a vontade de Deus como alvo e nos disciplinamos a cuidar dos nossos interesses. O que arde em nosso coração não é um sonho desperdiçado. O desejo de uma vida diferente, ainda que fora do normal/padrão, não é uma loucura insana que saiu de um imaginário infundado. Nosso coração pouco silencioso nos sopra o que nos dá sentido para existir. E seguir esse caminho, ainda que não seja fácil e exija mudanças imediatas, pode levar à estrada de tijolos amarelos.

Não querer ferir as pessoas é reflexo de amor. Mas deixar-se ferir constantemente, é masoquismo fantasiado de abnegação. Não querer deixar as pessoas "na mão" é compaixão, com umapitada de misericórdia e companheirismo. Mas fazer-se escravo das obrigações que não lhe cabem é chantagem emocional, que vai te transformar num resmungão exemplar. Ter medo do desconhecido (como diria Pocahontas no festejado filme da Disney, "lá na curva o que que vem? Quero saber! Lá na curva o que que tem? Quero entender!") faz parte da natureza desconfiada do homem. Mas não abrir a trilha para descobri-lo é pura covardia.

P.S.: Como estou viajando nesta quinta-feira, deixei um post a mais para que ninguém reclame da falta de novidade na minha sala de terapia....rs beijos pra vocês!

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Amigos por querência

Estou aprendendo que a amizade mais sincera nem sempre é aquela que você vê todos os dias. Não sei se vocês, caros leitores, já passaram por este tipo de situação. Mas, querendo acreditar que conhecem o gostinho bom do reencontro dos verdadeiros amigos, vou propor um desafio.

Tenho um amigo que me disse, certa vez, que você só deve fazer algo em favor de outra pessoa se realmente quiser. Não faça por obrigação ou porque é o que esperam que você faça. Mas faça porque sentiu vontade de fazer. Assim, quando recebo mensagens dele, sei que está me escrevendo porque lembrou de mim e isso o motivou a me dirigir suas palavras que, aliás, são sempre recheadas com carinho (dá pra sentir isso até pela internet).

O mesmo acontece em relação aos meus amigos blogueiros. Recebi duas homenagens de minhas vizinhas e companheiras de terapia virtual, por ocasião do meu aniversário. Estou até pensando em manter a lembrança do meu dia por mais algum tempo: os presentes que estou recebendo são a excelência dos mimos. Isso porque são o fruto de mentes caprichosas, criativas e de corações que realmente valorizam a amizade.

Mesmo com toda a correria e milhões de páginas para estudar diariamente, a Marcia conseguiu homenagear, não só a mim, mas também nossos outros amigos-vizinhos-blogueiros. Que graça pensar que ajudamos uns aos outros a desconstituir os fortes e erguer sólidos castelos! (e não é assim que a amizade deve ser? Se seu grupo de amigos só te faz sentir mais vontade de isolar-se e defender-se contra tudo e todos, é melhor você repensar sua participação nesse meio. Se não te fazem sentir príncipes e princesas, prontos a viver a beleza dos contos-de-fada, melhor encontrar outros personagens para compor sua novelinha da vida)

Por parte da Talita, quase me sinto alegre por ela não estar trabalhando esses dias. Somente uma mente ociosamente criativa (no melhor contexto que Domenico Demasi poderia produzir) poderia trazer tantos desejos completos, tantos votos certeiros e de tamanha sabedoria. E ainda com todo o vaziiiiiiiiio que esses dias têm nos causado, conseguir demonstrar a profundidade dos seus sentimentos e a vontade genuína em estar ao seu lado para o que der e vier.

Do outro lado do mundo (ou quem sabe, lá na parte norte), Claudinha está nos deixando participar - ainda que em porções diminutas - de suas loucas aventuras no reino da gringolândia. Mas, vamos combinar que já deu. Estamos com saudade e está bom de voltar. E o Ricardo...bom, o Ricardo é onipresente em nossos corações. Com seu estilo discreto, mas firme, todos os dias ele tem sido uma surpresa nas minahs horas.

Portanto, com a vontade expressa, deixo minha admiração e minha torcida para que a Marcia seja a nova juíza do pedaço; a Tita volte aos seus dias de glória e de trabalhadora, assalariada, mas em dólar!; que a Cláudia volte cheia de histórias felizes; e o Ricardo liberte-se das amarras e funde sua república de independência. Planto para vocês, meus queridos, um broto de esperança, regado a muita amizade, com alegria por ter, em vocês, companheiros de vida.

E este é o desafio: exponha-se por seus amigos. Ligue, escreva, abrace, encontre, reúna, demonstre a importância deles na sua vida. Mas que seja por vontade.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Um girassol na janela

Estava aqui pensando que estou precisando desafogar um pouquinho...sabe? Para manter a sanidade mental. Então, tenho de contar (como se eu fizesse algum segredo disso) que hoje é meu aniversário. Sim, 27 aninhos. Confesso que nunca me imaginei nesta fase da vida e não sei bem o que fazer desses dias.

Supõe-se que depois dos 25, somos definitivamente adultas e, confesso e admito, a responsabilidade aumenta, o tempo se esvai, mas continuamos tentando manter a juventude. Não que ela tenha sumido, de maneira nenhuma. Mas....aos 27 esperamos que as coisas estejam mais focadas na sua mente e o horizonte pareça menos anuviado.

Dizem que uma moça que não se casa até os 25, está passada. Balela. Faço parte de uma geração que venceu - e vence todos os dias - esses preconceitos infames de que só somos felizes se nos casarmos. Sou, sim, um feminista romântica. É claro que sonho com um marido, com filhos, com família. Mas, definitivamente não é o que norteia minha vida.

Hoje, minha principal preocupação é com carreira, com a construção de mim mesma, com o fortalecimento dos relacionamentos vertical e horizontal. Meus olhos estão fitos...no nada! hahahaha Tenho planos que eu ainda não sei quais são, mas confesso que eles só dependem da minha boa vontade, coragem e o empurrãozinho santo de Deus para se tornarem reais.

Para quem está chegando a esta primavera, meu único conselho é o que eu mesma preciso seguir: acredite em você mesmo, acredite que suas decisões estão sendo direcionadas por Deus (isso, obviamente, partindo do pressuposto que você tem buscado a vontade dEle), respire fundo e encontre coisas que te deixam feliz! Mantenha seu relacionamento com sua família bem firmado - ninguém nunca vai te amar como eles -, tenha tempo para você, sonhe com dias melhores, deseje o bem, não importa a quem.

E queira ter um grande amor. Daqueles pra suspirar ao lembrar, daqueles que não saem da cabeça, daqueles que acrescentam bons dias ao seu calendário, daqueles que são a amizade mais importante! Entre no novo ano de cabeça erguida, com cheiro de paz, confiante no amor do nosso Deus!

E seja como o girassol: busque o sol, sempre, para manter uma vida saudável. E não esqueça: a felicidade começa com você!

Feliz niver para mim!!! :-)

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Sacudindo a poeira

Acabei de voltar de um tour pelos blogs vizinhos e percebi que já está na hora de dar um up grade nesta minha sala de terapia. Quero contar a vocês sobre a deliciosa conversa que tive com a Tita no último sábado. Digamos que deixamos de lado nossas responsabilidades daquele dia e nos dedicamos a discutir o sentido da vida. E não estou falando metaforicamente. Realmente sentamos para almoçar e discutir para quê serve viver. Uma discussão profunda, mas que, naquele dia, era o que estava na ponta de nossas línguas e era o fio condutor dos nossos pensamentos.

Não que tenhamos chegado a alguma conclusão, mas confesso que a conversa com minha sábia companheira de terapia me ajudou a ter um olhar menos pessimista da vida. Vejam vocês: muitas vezes me pego na descrença de que não vale a pena correr atrás de qualquer coisa nessa vida. Mesmo porque, de que adianta? No final, todos vamos morrer e nosso trabalho aqui será em vão. No meu sentimento, penso que só vale a pena viver se for para ganhar pessoas para Jesus e mostrá-las a vida eterna. Afinal, já que elas também vão passar dessa, que seja para uma melhor.

Mas eis que minha querida amiga pensadora me mostrou o que eu não estava vendo: Deus não nos daria a possibilidade da vida única e exclusivamente para que cumpríssemos uma missão. Só nascemos para ter a obrigação de fazer algo. Não. A vida tem de ser mais do que isso, ainda que seja por uma missão nobre, como levar a salvação. A vida, como aprendi naquele sábado, precisa ser prazerosa, precisa ter gostos bons, cheiros marcantes, situações que nos façam felizes por acordar respirando. Não pode ser só um emaranhado de responsabilidades e corrida contra o tempo: há de ter prazer.

E isto me levou a crer que a Tita tem razão. O próprio Jesus disse que nos daria vida e vida em abundância. e me lembro de um tempo em que eu defendia esta posição. Não se trata só da nossa vida vindoura, na eternidade exuberante ao lado do nosso Amado. Mas refere-se também ao nosso tempo nesta terra. A chamada urgente é que não façamos dos nossos dias um fardo, mas encontremos, mesmo em meio às responsabilidades, um algo que nos faz merecedores do ar que respiramos!

Então, os conclamo a borboletearmos neste dia! Encontrar motivos para viver. Nos livrar dos vícios (quem ainda não teve o prazer, vá em http://www.titasales.blogspot.com e leia o post da Tita) e buscar a vida saudável e desejável, mesmo que atarefada. Vamos viver e viver intensamente! ;-)

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Meia parede de um forte

Cheguei a uma conclusão: não se pode derrubar todo o forte. É preciso deixar meia parede levantada. Pelo menos um côvado de altura. Só o suficiente para conseguir vencer as situações da vida sem o humilhante e desesperador desejo de chorar. Pois, afinal, é para isso que serve o forte: não apenas para se esconder, mas também para se proteger dos ataques da vida. Para impedir que a calhordice te passe uma rasteira e só você seja prejudicado. Há coisas que não merecem nossa candura, nossa amizade, nossa preocupação.

Mas tenho de confessar de que meu forte anda sendo reforçado pelo apoio de amigos e da minha família. Não no mau sentido, pelo contrário. Esta parte que eu considero positiva do forte, que nos ajuda a encarar os problemas de maneira sóbria, sem se deixar envolver, tem sido erguida pelos braços de quem se importa conosco.

Essa posição solitária que o forte acaba exigindo só acontece se deixamos que muro suba acima de nossas cabeças, proibindo a entrada de qualquer outro ser. Enquanto a parede está a uma altura razoável, funciona como um bom suporte contra os abusos externos. Continuo, por isso, sendo adepta da máxima "sou crente, mas não sou besta". E admito, por fim, que minha cunhada tem razão: "tudo que é bom, dura o tempo suficiente".

E voltamos à estaca zero. À busca do equilíbrio. À defesa da sanidade mental. Mas com uma decisão acertada: a exploração da minha boa vontade termina por aqui.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Is. 6:8

Onde foi que eu me perdi? Em que esquina eu esqueci o caminho e passei a andar pela estrada errada? Não era aqui que eu queria ter chegado. Não era nisso que queria ter me transformado. Meu coração, agora, se corrói por saber que mais do que uma máscara, também estou usando amarras. Presa aos compromissos inadiáveis do depois.
Me fiz de forte todo esse tempo só para contar a mim mesma, num sussurro segredável, que essa fortaleza não existe, que minhas pernas estão bambas, que as lágrimas são minha melhor resposta, que o desespero se apossou dos meus sonhos.
Mais uma vez não vejo sentido nessa vida. Ajuntar, trabalhar, informar sem motivo. O resultado final será o mesmo: o fim da vida e tudo não passou de um ledo engano. Minha saída está longe daqui, longe do escritório fresco pelo ar condicionado. Está nos tambores que ficaram impressos na minha alma, com a chamada urgente da salvação. Meu coração se regozija com "O chamado". Mas não estou atrás desse mistério. Me calo, me amarro e evito pensar no medo que tenho de encarar o desejo de ser simplesmente dependente de Deus.