
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Porto só

quinta-feira, 22 de julho de 2010
Simples.

segunda-feira, 14 de junho de 2010
Liberdade

que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda..."

Então começou a Copa do Mundo. Para todos os lados, vozes e vuvuzelas ecoam o mesmo som: buscamos a glória, o nosso nome escrito na história.
Estão todos em busca da mesma coisa, que é a vitória sobre o outro. De alguma forma pretendem comprovar sua superioridade, ainda que seja somente em torno de um jogo, uma competição, na qual um monte de homens corre atrás de uma bola.
E enquanto isso, ouço na televisão as repórteres comentando a abertura dos jogos e os primeiros minutos da primeira partida na África do Sul.
O comentário me emociona: uma moça sulafricana diz que ter a Copa em seu país é como se fosse um milagre: "Meu pai lutou para que fôssemos livres e hoje nós podemos viver este momento".
Engasgo.
Não sabemos o quanto custa sermos livres. Fazemos pouco caso do nosso privilégio de viver em um país que nos permite ir e vir, escolher nossos representantes políticos, dizer sim ou não, assistir este ou aquele programa de televisão, aceitar ou não uma proposta de emprego...Vivemos uma liberdade que se confunde com libertinagem, esquecendo que para ser livre é preciso ter responsabilidade.
E a África celebra hoje, acima de tudo, não apenas o espetáculo do futebol mundial, mas a oportunidade de mostrar ao mundo o que fizeram com esta tal liberdade.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Devaneio
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Queda livre

quinta-feira, 6 de maio de 2010
Wonderland

segunda-feira, 8 de março de 2010
Amarrando as pontas da vida

Desde criança, minha mãe sempre nos ensinou a "amarrar as pontas" do nosso serviço. Isso significava que, ao terminar de lavar o banheiro, por exemplo, o sabão, balde, bucha e tudo o mais que tivéssemos usado na tarefa, deveriam voltar para o lugar que pertencia, isto é, a área de serviço. Todas as vezes que deixávamos os utensílios esparramados, lá vinha minha mãe gritando: "menino! Vem amarrar as pontas do seu serviço!"
Esses dias, essa expressão não sai da minha cabeça. Estou decidida a amarrar as pontas da vida. Tem trabalhos em suspenso, tem ideias não concluídas, tem relacionamentos embaçados, tem vontades não cumpridas. E está na hora de pôr as coisas no lugar.
Não só porque nunca se sabe quando a vida dará uma guinada de 180º, mas também para dar espaço para que novas oportunidades cheguem. Sem ter as barreiras do inacabado me cercando, posso ter a flexibilidade e a mobilidade do talvez e do pode ser. E eu gosto dessas cartas.
Estou amarrando as pontas da minha vida pra poder caminhar pra frente em passos mais largos. Encontrar respostas e decidir o que, afinal, quero fazer daqui pra frente. Saber qual é o próximo passo é sempre um mistério. Mas, se eu canto "o vento sopra, só ele sabe para aonde vai. Quero estar no vento e ser conduzido pela Sua vontade", não posso estar presa a detalhes de uma limpeza concluída, mas não reorganizada.
Estou sonhando com uma nova caderneta, com folhas limpas, páginas em branco, tela escovada, um recomeço. Estou sonhando com uma nova década que se aproxima, com as realizações prometidas, com os desafios que se descortinam e com as possibilidades de ser. E para isto, neste exato momento, estou amarrando as pontas da vida.
E se entre os baldes, escovas, sabões e buchas que detenho ao meu redor, você tem parte, te estendo a mão e convido a me ajudar a limpar meu ambiente que, na sequência, te ajudo a limpar o seu. E vamos abrir as portas de uma vida organizada a um futuro incerto, mas que será precioso.