quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Terça

Longe de ter sido uma "terça insana", este foi um dia de concentração. Se por ter começado mal (acordei 1h45 atrasada), ou pela simples necessidade, fiz quase tudo que precisava hoje.

Sem desgrudar o olho da tela do computador mandei e-mails, fiz entrevistas, pesquisei assuntos, esperei resposta sobre se iria ao aniversário do ministro da Saúde (não fui, afinal), conversei com chefe que está na China, atualizei o blog, desliguei o computador, estudei por uma hora, voltei pra vida on line, fui a uma reunião e estou de volta a tempo de ter uma noite quase perfeita de sono.

Acho que a prática da disciplina poderá se tornar um hábito se eu continuar me concentrando. Mesmo assim, acho que o exercício mental é como o exercício físico: nos primeiros dias cansa e te faz ficar todo dolorido.

Estou absurdamente cansada! Mas foi um ótimo e produtivo dia. Agenda de amanhã: acordar mais cedo para ter mais tempo para fazer as MINHAS coisas.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Segunda

A minha contagem regressiva para o aniversário começou há quase um mês atrás. E agora, frio na barriga, rufem os tambores, faltam três dias para completar mais um ano de vida.

Ao contrário de algumas pessoas que têm pavor de aniversários, eu adoro comemorar o meu. Adoro ser lembrada, receber todos aqueles votos carinhosos que se dizem nessas ocasiões, adoro as festas e os amigos obrigatoriamente ao redor. Sim, também curto os presentes, mas eles não são a parte mais especial.

Minha expectativa da semana que antecede o meu dia é sempre de que coisas boas vão me surpreender. Bom, não foi exatamente o que aconteceu nesta segunda-feira. Como as pessoas são.....de todos os tipos de relacionamentos que já escrevemos aqui o que menos falamos é do profissional. Mas nem por isso ele deixa de ser complicado. A falta de comunicação entre duas pessoas que trabalham com comunicação só pode resultar em problemas.

Mas o que fazer quando quem pensa que é seu chefe te manda ignorar o chefe que realmente o é? Bom, essa não é uma semana para entrar nessa discussão. A lição que eu tirei - até porque, como já disse, essa é uma semana crucial, porque está chegando meu aniversário e a hora é de mudar, sempre pra melhor - é que eu tenho de canalizar minha irritação para algo produtivo. 

Assim, cá estou eu, organizando minhas coisas para, enfim, dar início à bateria de estudos que vão me tirar, se Deus quiser, dessa vida de empregado para uma vida de concursado! êeeeeeee

Agradecendo, como sempre, aos ouvidos e olhos atentos da minha querida amiga Márcia, que me ajudou a levantar a cabeça, parar de chorar e olhar as coisas por outro prisma e, claro, não desistir da luta, mas mostrar quem eu sou, dentro e fora do âmbito de trabalho. E até aqui, tenho sido boa.

(E agora, vamos voltar ao trabalho, pq se não, a própria Márcia vai me dar uma bronca por estar aqui, divagando, quando deveria estar resolvendo coisas para não perder tempo de estudo! rs)

domingo, 19 de outubro de 2008

De volta à estrada de tijolos amarelos

Esta é uma semana crucial. É minha última semana antes que mais um ciclo de vida se feche. E algumas coisas ainda precisam ser ditas. Hoje, exatamente, nada me aflige. As coisas que estão para acontecer simplesmente vão acontecer.

O caminho que eu tracei neste último ano de vida foi completamente diferente de todas as estradas que eu já tomei. Talvez, o que eu tenha feito foi adotar um ano quase sabático - "quase", porque ainda me parece impossível parar completamente -, onde, ao invés de correr pelo caminho afora, eu sentei ao lado da estrada poeirenta e esperei o sol se pôr.

Fora a poesia, o que fiz pode ter me desestabilizado um pouco, principalmente no início. Mas, com o passar dos dias, fui retomando o equilíbrio e descobrindo que eu posso, sim, reduzir o ritmo e conseguir relaxar sem parar de produzir.

Os amigos, mais uma vez, foram essenciais neste momento. Não apenas para me ajudar durante as crises de abstinência do vício alucinante do trabalho, mas também para me fazer rir, brincar, descobrir segredos de mim mesma.

Como eu disse a um precioso amigo longíquo esta semana, eu agora sei quem eu sou e o que eu quero. Talvez essa certeza esteja mais no discurso do que na percepção. Mas já é um alívio poder ter este tipo de constatação, mesmo que, num primeiro momento, apenas teoricamente.

Estou tranqüila. Essa é a verdade. E feliz porque o caminho que eu escolhi seguir finalmente parece ser a estrada certa, que vai me tirar do círculo vicioso e vai me levar direto para o início da minha vida, a vida pra valer. =) 

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Receita para uma vida


Do que a vida é feita? De dias preguiçosos e ocupados, de agenda lotada e vazia, de horas felizes e frustrantes, de expectativas positivas e negativas, de problemas e soluções, de sonhos e desesperança.

Não só de momentos individuais e de questões particulares, a vida também reúne as situações em que somos meros coadjuvantes, os "melhores amigos" dos personagens principais, os conselheiros não consultados, os ombros presentes, os ouvidos dispostos, os preocupados pelo outro. 
É de se assustar que ainda haja a oportunidade de sermos menos egoístas e nos ocuparmos com quem chamamos "amigos". É mais tenebroso ainda sentir nossa dor, ter nossos próprios problemas e nada disso importar, em primeiro plano, porque alguém que amamos se encontra em situação mais apertada.
Que graça ver o sorriso no rosto da amiga que tem suas notas afinadas e ouve sua lírica sendo entoada com tanta melodia; que felicidade sentar-me à mesa junto a queridos mais queridos do que imaginam pra rir de coisa alguma e brincar com o nada; que incômodo ler as linhas angustiadas da estrangeira brasileira e perceber sua tristeza e não poder mostrá-la uma face da moeda que ela não viu e que é tão tranqüila; que aperto oferecer ajuda, horas, disposição, orações e tentativas de ânimo para quem está com a doença a se aproximar de sua casa e não ter nada mais do que o ombro como solução imediata; que conforto poder acolher um amigo em abraço, gastar horas sem dizer nada e só deixar que um cafuné fale tudo o que se quer ouvir....
A vida é feita de um dia após o outro. De todas as obrigações a que somos impostos. Mas também desses pequenos momentos preciosos, quando descobrimos que a vida só é vida porque temos o outro e várias vidas para compartilhar. 

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Ajustando o foco

Na minha parede há um pequeno cartaz feito à mão, que fiz durante uma noite insone de trabalho, e que diz "Mantenha seu foco". Mas o lembrete vai muito além das minhas responsabilidades diárias. Ele me diz para pôr os meus olhos no autor e consumador da minha fé, no meu Pai, que pode tudo quando eu não posso mais. 

Mas, algumas vezes, eu passo agir como um amigo, de quem tive notícia hoje, que saiu de casa, deixou uma dívida de quase mil dólares com os pais e foi morar com uma mulher que ele conheceu há menos de três semanas pela internet - sem esquecer o detalhe de que ela nunca foi casada, mas tem quatro filhos. E quando isto acontece, me sinto muito independente e passo a olhar para as coisas que quero, as situações que controlo e os desejos do meu coração. 

Há algumas semanas, tive o privilégio de ouvir uma menininha de oito anos cantando. Ela, diante da platéia desconhecida de adultos, olhou para o moço com violão que a acompanhava, apenas uma vez. Depois, fixou seus olhos em seu pai, sentado na beira da cadeira, na quarta fileira, que balbuciava as palavras da música junto com ela. Em nenhum momento ela fechou os olhos, olhou para outro lado ou pareceu perdida. Ela olhava para seu pai e, enquanto fez isso, cantou toda a música, em inglês e português, sem tremer nenhuma vez.

E é assim que devo agir. A metáfora é verdadeira. A Bíblia nos diz para não desviar nem para a esquerda, nem para a direita. E quando tiramos nossos olhos de Deus, vagamos por todas as direções sem encontrar um rumo certo e ainda levamos, "de presente", quatro filhos, que não são nossos, para criar.

Mas quando nos espelhamos nAquele que nos ama com amor incondicional, fitamos nosso Pai, sentimos a segurança de cantar a música inteira até o fim. E é isto que quero me lembrar esta noite. De parar de olhar para as circusntâncias, para o meu medo, para o meu umbigo e olhar para o meu Pai. E seguir as notas que Ele está cantando, na tentativa de me guiar pela melodia correta.
 

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Passado no passado

Parece que está tudo bem.
As fotos não mudaram, seu status não mudou, as mensagens não mudaram. 
Se tá bom, então tá bom.
Os sonhos voltaram a ocupar seus dias.
O contato ficou só no passado.
Parece-me que a escolha foi acertada.
Sair da sua vida foi o passo certo a ser dado.
E enquanto isso, parece que está tudo bem.
O sorriso não mudou.
Nem o número do telefone.
A saudade nem existe. 
Só, talvez, a curiosidade.
De saber se a vida tem sido justa pra você.
Se tá bom, então tá bom.
E a conclusão é uma só: parece que está tudo bem.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

You (all of you) are the grace of my life!

Madrugada a dentro e eu pensando na vida. Há um silêncio na casa, que só é interrompido pelo som dos meus dedos no teclado. Ainda há muito o que escrever. Ainda há muitas análises a fazer. Ainda há muito para se ponderar.

O sono vem chegando lentamente. Como um algoz pronto a me torturar com horas de descanso e sonhos infrutíferos. E rio da minha constatação. 

Tem chá quente na garrafa esperando que eu dê um gole. E a luz do abajour parece convidativa para mais uma reflexão. Amigos, amigos....poucos minutos de conversa e muitos risos depois, me descubro apaixonada pela presença de tais companheiros.

Não é possível fugir das obrigações e do martírio dos dias noticiosos. Mas esses momentos, tão preciosos, valem por toda a vida. 

Ao redor daquela mesa, qualquer assunto é válido. Desde a bobeira mais insólita até a informação mais séria. E, mesmo assim, uma palavra ambígüa é suficiente para nos fazer voltar a gargalhar.

Enquanto tudo ao meu redor está envolto em silêncio, na minha mente o barulho é constante: é som de dia bom, de descanso de olhos abertos, de mensagens nas entrelinhas de um sorriso, de carinho pela amiga que ficará fora, de saudade das poucas horas de distância, de segredos que guardamos uns dos outros e que fazem de nós a melhor das irmandades!