segunda-feira, 13 de abril de 2009

Bate o sino

Passei o final de semana dividida entre a oportunidade de dias livres e o compromisso de terminar uma revista a tempo, como combinado. Me rendi à obrigação. Por que? Porque empenhei minha palavra e porque é minha responsabilidade.
Trabalhei, digamos, umas cinco horas durante todo o final de semana e feriado. Não é muito, se forem consideradas todas as 72 horas que esses dias tiveram. Mas isso não importa. Porque meu nível de concentração demorou para subir e isso significa que fiquei plantada no escritório muito mais do que isso, desperdiçando minhas horas de ócio com serviço que só deveria ser feito durante a semana normal de trabalho.
Reconheço que ninguém merece trabalhar nesses dias e, sequer me sinto satisfeita por isso. Mas....a woman has gonna do, what a woman has gonna do. Que diferença faz? Não havia nada de mais interessante para ser feito com aquelas horas, de qualquer forma. Ninguém podia ir ao cinema, meu avô estava internado e o clima em casa não está dos melhores. Eu ia acabar gastando todo o restante do dia na frente da TV, fazendo nada.
A menos, é claro, que tivesse de responder à cobranças: Por que não ligou? Por que não veio atrás? Por que não escreveu? por que não atualizou? Por que não montou? Por que não viveu?!?
Danem-se as cobranças. Elas não me ajudam, não resolvem meus problemas, não melhoram meu dia, não aprofundam meus relacionamentos. Pelo contrário. Ninguém veio saber o porquê dos meus olhos lacrimejantes e ninguém se ofereceu para escrever um único parágrafo da minha matéria. Então, que te interessa?
De cobranças bastam as que eu mesma me faço e as que, por obrigação, tenho de responder ao meu chefe. Se outros não pagam meu salário - e meu tempo - também não me cobrem o que quer que eu esteja fazendo com ele....("Já foi apedrejada hoje?" -"Só pela minha consciência")