quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Dia de viver


A cama pareceu expulsá-la quando a manhã se fez presente. Abriu os olhos como num susto e pulou de encontro ao guarda-roupas. Muito a fazer naquele dia que mal havia começado, mas cuja agenda já martelava em seu senso de responsabilidade.
Tomou um banho, lavou o cabelo, passou uma loção pelo corpo e tomou um copo d'água. Vestiu a primeira roupa e sentiu-se bem. Olhou no espelho, enquanto aprontava a maquiagem e sorriu ao ver a tranquilidade estampada naquela manhã de quarta-feira.
Simples assim e sem motivo, uma brisa de ansiedade saudável atravessou-lhe o coração e criou uma taquicardia gostosa, de quem aguarda a melhor das notícias.
Nem mesmo o engarrafamento costumeiro - e especialmente neste dia mais complicado - lhe tiraram a sensação de leveza. lavou os olhos da tristeza derradeira e abriu os lábios para uma alegria momentânea que não tinha jeito de passageira.
De igual modo trabalhou com afinco, mas prestou atenção aos detalhes nas pessoas, ao semblante dos amigos, às preocupações alheias. Tudo como resultado da taquicardia apaixonante que a fazia corar com a empatia.
Estava feliz consigo mesma. Feliz com as decisões que tomara, com a vida que levava, com os planos que traçou. Tinha nos olhos o brilho da expectativa de futuro e sorriu todas as vezes que o celular brilhou ao receber novas mensagens de texto.
Era um dia de sorrisos. De lembranças agradáveis. De suspiros e arrepios. Era dia de viver!

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