segunda-feira, 21 de abril de 2008

Delírios caligráficos

Não que eu não esteja no meio de um texto - de trabalho, claro. Mas para atender à provocação e convite de minha vizinha e BEST (haha - http://breakingtime.blogspot.com/), resolvi mostrar minha caligrafia por aqui.

O que é Meme? eu continuo sem entender direito. Coisas que o Ricardo (http://ricardoemprosa.blogspot.com/) inventa, mas que também não sabe o que significa. hehe

Enfim, a caligrafia não mudou muito desde que comecei a escrever. Talvez tenha tomado uma forma mais apressada, que é para acompanhar as mudanças do meu estilo de vida (sim e com muito prazer, tá?). Mas continua redonda e ligeiramente corrida.....





Mas, pasmem: a coisa mais difícil nessa tarefa foi achar um pedaço de papel para escrever....


Não sei quem já foi convidado para a brincadeira, mas queria ver a letrinha da nossa tradutora do coração (http://www.titasales.blogspot.com/) e da minha querida pertubada, com uma mente viajante (http://melgsales.blogspot.com/). A bola está com vcs.....

Drama moderno

Desde que comecei a dizer às pessoas que teria que colocar um aparelho, muitas vieram me consolar, dizendo que eu emagreceria muito, já que, por causa da dor que o apertar dos dentes - e os machucados internos - provoca, eu não conseguiria comer muita coisa.

Começo a questionar essa afirmação, no entanto. Não em relação a dor. Esta, estou sentindo desde a semana passada, antes de realmente colocar o aparelho. Mas, simplesmente, porque as coisas que consigo comer, já que não preciso mastigar, geralmente são doces. E, para completar, assim que saí do dentista, fui ao McDonalds, com direito a uma promoção completa, incluindo o sorvete. Tá, devagarinho, comi um sanduíche de peixe, mas a batatinha ficou na bandeja: ainda tava tudo muito dolorido.

Com uma dieta assim, quem consegue perder peso????

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Brave

(Ricardo, perdoe-me. Pede a tradução pra Tita dps...)

Minha oração em forma de música. Engraçado como essas coisas aparecem assim, quando não sabemos mais o que dizer. Talita, obrigada pelo arquivo.

Brave
(Nichole Nordeman, Jay Joyce)
For Charlie, who rearranged my fearful heart.


The gate is wide
The road is paved in moderation
The crowd is kind and quick to pull you in
Welcome to the middle ground
You're safe and sound and
Until now it's where I've been

'Cause it's been fear that ties me down to everything
But it's been love, Your love, that cuts the strings

So long status quo
I think I just let go
You make me want to be brave
The way it always was
Is no longer good enough
You make me want to be brave
Brave, brave

I am small
And I speak when I'm spoken to
But I am willing to risk it all
I say Your name
Just Your name and I'm ready to jump
Even ready to fall...

Why did I take this vow of compromise?
Why did I try to keep it all inside?

So long status quo
I think I just let go
You make me want to be brave
The way it always was
Is no longer good enough
You make me want to be brave
Brave, brave

I've never known a fire that didn't begin with a flame
Every storm will start with just a drop of rain
But if you believe in me
That changes everything
So long, I'm gone

So long status quo
I think I just let go
You make me want to be brave
I wanna be brave
The way it always was
Is no longer good enough
You make me want to be brave
Brave, brave


terça-feira, 8 de abril de 2008

Temperando a vida, com Lenir Camimura

Que difícil lição tiramos da vida: o relacionar com o outro pode ser uma verdadeira armadilha...ou um prazer inconfundível. Nem oito e nem oitenta, nem tanto ao mar, nem tanto à praia. Um tanto de flexibilidade e tudo se ajeita. Ajeita?
Tenho pensado se a celebração da simplicidade se aplica aos relacionamentos. Sujeitos complexos que interagem não podem esperar nada mais do que complexidade neste encontro. Se fosse tudo tão simples, tão arroz com feijão, que graça teria? Se alguns dias não saboreássemos deliciosas sobremesas de chocolate ou provássemos o amargor do jiló, não saberíamos a diferença entre o bom e o ruim. Verdade?
O fato é que mesmo o simples arroz, que pode ficar pronto em 20 minutos, passado do ponto, queima e traz o amargor ao que antes tinha um sabor peculiar e deliciosamente conhecido. Relacionamentos são como o prato apreciado por brasileiros e japoneses. Cada um a sua maneira, com um deslize - minha mãe sempre diz que comida a gente faz é na cozinha. Se vc sair, o arroz VAI queimar - você pode arruinar toda uma panela de dois copos do grãozinho branco.
E o que fazer depois do estrago? Corre com a panela para a pia, cobre com um pano, esfria o fundo do recipiente, põe uma colher no meio pro mal cheiro sair....seja lá qual for sua receita, uma coisa é real: não será mais o mesmo. Mas ainda serve para comer. Se o tempo de cozimento ultrapassou dois minutos. Se passou cinco, desista e comece tudo outra vez.
Ok. Não estamos aqui para fazer um curso de culinária on line. Mas a metáfora é verdadeira. Relacionamentos funcionam como nosso prato típico. Mas o cozimento é intermitente. Enquanto não desviamos o olhar da panela, tudo vai bem e sabemos que o desenrolar será proveitoso. Basta uma corridinha ao armário para buscar um prato para a salada e tudo foi para o espaço (estou voltando à metáfora...).
A diferença entre nós e a comida é algo que estou lendo a respeito: graça. O arroz, se perdido, perdido está. O relacionamento, não. Somos movidos por emoções, sem esquecer, claro, da razão. Mas o deslize, podemos perdoar. Não, não estou simplificando o complexo. Continua sendo complicado reconhecer, arrepender, corrigir, expor-se e perdoar. Mas temos acesso a este benefício por meio de Jesus. Escrevo para nós da comunidade. Sabemos do que estou falando. Não preciso entrar no mérito teológico da graça.
Mas estive pensando e chorando sobre este assunto. A graça se aplica ao que consideramos injustiça. O perdão de um assassino, a salvação de um perdido, o amor - incondicional - ao odioso. Nós éramos o que mereciam justiça. Praticamos o mal, mas recebemos o bem. E, agora, me ocorre que, muitas vezes, criticamos nossos "irmãos" que correm para o trono para receber (principalmente quando se trata de dinheiro) e correm no sentido contrário se é para dar (pergunte aos tesoureiros das missões e das igrejas...), mas fazemos o mesmo com a graça.
Como dizia a música cantada pelo CCU, "I'm running to the mercy seat", mas não me peçam para compartilhar desta graça. Estou apontando para mim mesma. Quantos relacionamentos eu permiti que se partissem, que se tornassem mal-cheirosos como o arroz queimado, ao invés de tomar a iniciativa e, com humildade e obediência, chorar o perdão: ou ao outro ou para mim?
Nosso orgulho nos impede de voltar atrás, de ir contra a expectativa da justiça. Nos fizeram mal - este é o decreto -, eles que paguem. Ainda que isso signifique morrer aos poucos e a cada dia. Não temos uma reserva de graça. Engordamos dela e quanto mais obesos melhor. Entupimento das veias por excesso de graça? Parece ridículo.
"Misericórdia quero e não holocaustos". Fazemos muito, somos pouco. Não importa, sinceramente, se o outro terá a mesma reação. O processo da graça começa é em mim. Não posso esperar que vocês me acompanhem. Cada um no seu tempo, cada um a sua maneira. Meu arroz é temperado só com sal. E não fica sem-graça (sem trocadilho, mas é isso mesmo). Se o perdão vai ser o sal para os meus relacionamentos, não posso me esquecer de colocá-lo, então. Comida insossa é intragável e, meus amigos queridos, não pretendo mais perder o banquete.

terça-feira, 25 de março de 2008

Twenty-and-something

Aconteceu assim: durante uma viagem, nos conhecemos e nos tornamos amigos.
Conversamos sobre todas as coisas. Sobre intimidade e superficialidade. Trocamos músicas e interpretações. O mundo estava envolvido em barulho, mas ao nosso redor havia paz. Os detalhes do nosso modo de agir se completavam. Nossa forma de pensar não era semelhante, mas também não era rivalizada. Encontramos um ponto neutro no universo que se resumia às nossas conversas. Ele era meu yin e eu seu yang. Cósmico ou não, era uma amizade perfeita, daquelas que duram para sempre. Eu entendia suas notas, ele traduzia os meus borrões. E me surpreendia a cada expectativa concretizada.
A fragilidade que ninguém notou foi abordada em seus elogios. Um dia, simplesmente me disse para acreditar em mim mesma, quis me convencer que eu também gozava de beleza exterior e tentou acalmar meus medos me garantindo que não era preciso um plano para se chegar a um objetivo.
Ainda hoje, quando me lembro daqueles dias, consigo sorrir ao relembrar as frases que trocamos. Ele tentou explicar o significado do encontro, o motivo pelo qual aquela amizade se tornara tão especial. Tentou escrever, mas descobriu que uma série de palavras rimadas não podem expressar a profundidade da poesia da vida. Então me fez uma canção. E a música penetrou a minha alma e decifrou meus pensamentos.
Ele era só um menino, mas tinha a maturidade de um homem. Entendeu meus conflitos porque eram os mesmos que os seus. Naqueles dias, cheguei a acreditar que havia no mundo uma alma gêmea e choramos a despedida. Hoje, olho para trás e ainda consigo ouvir sua voz grave tentando me convencer que a vida não era feita só de preocupações. Ele não era um terapueta, mas um amigo e tudo se fez mais nítido quando percebi que tudo apenas fez parte de se ter 20 e poucos anos.
(Baseado no filme "Eu e as Mulheres" - In the Land of Women)

terça-feira, 18 de março de 2008

Eu

Nunca quis escrever sobre mim antes. Quero dizer, claro que sempre escrevo sobre o que penso sobre as coisas, mas sobre o que eu sou? Não. Não sou fã da auto-reflexão. Prefiro deixar que os outros tirem suas conclusões a meu respeito, mesmo sabendo que tenho alguns parâmetros imutáveis (talvez até sejam mutáveis, mas a flexibilidade é mínima).
Então, resolvi enumerar...não descobri nada de novo para mim, mas talvez haja uma novidade para os outros. Com vocês, Lenir Camimura:

- Eu sou jornalista;
- Tenho verdadeiro prazer em ajudar os outros;
- Não gosto de ser exposta, principalmente quando se trata de erros que não cometi;
- Costumo ser autêntica. é fácil saber quando estou alegre ou triste;
- Eu leio lábios e entendo olhares;
- Eu sou alérgica a muita coisa;
- Eu detesto pimentão e cebola;
- Adoro ter amigos variados (idade, ambiente, histórias, momentos);
- Sou uma boa amiga, pelo menos tento ser;
- gosto de gente sem frescura;
- Detesto gente dodói, que pra tudo faz um drama e que você tem de conversar pisando em ovos;
- Eu perdôo fácil. E esqueço também.
- Eu amo a Deus e meu desejo é agradá-lO;
- Eu sou responsável;
- Eu tenho medo do que os outros pensam ao meu respeito (é, eu sei....);
- Eu tenho o temperamento forte;
- Eu sei ser dócil;
- Mas também sei ser cruel;
- Eu sou agitada;
- Amo cantar;
- Amo escrever;
- Amo ler;
- Amo viajar;
- Eu não sei se tenho planos e sonhos. Mas tenho desejos;
- Eu quero casar, mas me irrita o fato de acharem que só somos felizes se o fizermos;
- Não me considero feminista, mas anti-sexista;
- Eu odeio preconceito em qualquer nível e esfera;
- Tenho nojo de homem comprometido, mas mulherengo;
- Não pise no meu calo em público e depois venha se desculpar em particular;
- Eu dou ratas constantes porque não penso antes de falar;
- Eu sou impulsiva (precisava dizer?);
- Eu fico feliz com as conquistas dos amigos;
- E choro a dor de cada um em minhas orações;
- Amo minha liberdade e (quase) independência;
- Fico abismada com a fidelidade de Deus;
- Não vivo sem música;
- Não escrevo sem fundo musical;
- Eu adoro mandar;
- Mas também sei servir;
-Eu tento entender o problema dos outros me colocando no lugar deles; e sempre espero que façam o mesmo comigo;
- Eu largo tudo para socorrer um amigo;
- E meus olhos brilham quando vejo a diferença que Deus faz na vida das pessoas;
- Dizem que meu sorriso é bonito e, mais recentemente, que ele faz o dia de qualquer um ser melhor;
- Eu não sou boa para receber elogios ou ajuda;
- Mas sou esforçada em aprender a ser humilde;
- Adoro falar inglês e um dia ainda vou estudar fora;
- Fico irritada quando estou cansada e com sono;
- Reconheço minhas falhas e me enterro em dor quando percebo que machuquei alguém....

Talvez haja muito mais o que dizer, mas é melhor parar por aqui. daqui a pouco ninguém mais me ler e isto vai virar só um apontamento egocêntrico...."viva eu".

It's all about Brian or Portrait

(Talvez por influência, talvez por achar que vai perder a graça se eu traduzir, posto este em inglês, conforme o original)
The music is now playing. The first beat is coming from the drums. In the back, he holds his guitar. He's not there anymore. He's all music and song. He closes his eyes ans his fingers are dancing on the chords. It comes naturally. He dances. He has fun. He's worshiping. He breathes and drinks each notes. His songs are part of him. And each of his own songs tells something about his wonderful soul.
He's a new friend. He's not afraid to be sincere, open and clear. He's honest. About himself and about people. Just like music, he's that kind of melody that touches you, makes you laugh, makes you cry, makes you think, and you just want to sing forever. The way he talks about his life and his girl makes me wonder if there are many men like him.
He's like a peaceful song. That one that you pick up to carry with you. That one you write in the corner of your notebook, during the class, and keep singing it the whole day. He's like that song that you say it's your favorite and you always want to hear when you're by yourself.
There's something about the way he looks at me, with his deep blue eyes. I feel like he's looking inside me and trying to figure me out.
The concert is finishing, he opens his eyes, looks at me and smiles. He blinks at me and we just know we can read each other minds: this was an amazing time to live.
(É. Deve haver algum erro no meu inglês. Mas depois vocês me corrijam. O essencial agora é tentar imaginar quão interessante é ter alguém que te decifra, como uma boa música)
XOXO. Lee.