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terça-feira, 18 de março de 2008

It's all about Brian or Portrait

(Talvez por influência, talvez por achar que vai perder a graça se eu traduzir, posto este em inglês, conforme o original)
The music is now playing. The first beat is coming from the drums. In the back, he holds his guitar. He's not there anymore. He's all music and song. He closes his eyes ans his fingers are dancing on the chords. It comes naturally. He dances. He has fun. He's worshiping. He breathes and drinks each notes. His songs are part of him. And each of his own songs tells something about his wonderful soul.
He's a new friend. He's not afraid to be sincere, open and clear. He's honest. About himself and about people. Just like music, he's that kind of melody that touches you, makes you laugh, makes you cry, makes you think, and you just want to sing forever. The way he talks about his life and his girl makes me wonder if there are many men like him.
He's like a peaceful song. That one that you pick up to carry with you. That one you write in the corner of your notebook, during the class, and keep singing it the whole day. He's like that song that you say it's your favorite and you always want to hear when you're by yourself.
There's something about the way he looks at me, with his deep blue eyes. I feel like he's looking inside me and trying to figure me out.
The concert is finishing, he opens his eyes, looks at me and smiles. He blinks at me and we just know we can read each other minds: this was an amazing time to live.
(É. Deve haver algum erro no meu inglês. Mas depois vocês me corrijam. O essencial agora é tentar imaginar quão interessante é ter alguém que te decifra, como uma boa música)
XOXO. Lee.

sábado, 11 de agosto de 2007

A minha quimera

O "tempo" me fugiu pelos dedos. Não tenho mais espaço para pensar em mim, para sonhar meus sonhos, para descobrir meus medos, estalar meus dedos, imaginar, sonhar ou ter pesadelos. Não há segundo, sequer, para me dar um abraço.
A sufocante atividade de manter-me ativista chegou em seu limite e me venceu. Pensar nas segundas-feiras que virão é um fardo sublime. Por que me fazer sofrer com o que ainda há de vir? Hoje, neste sábado, meu pouco tempo foi desperdiçado em sono. Numa posição quente e confortável debaixo das cobertas, que me despertou com a desagradável sensação do dever a ser cumprido.
Faça, faça, faça. Imperativo que eu mesma me impus.
A brincadeira da sempre repetida resmungação "não tenho tempo" não tem mais graça. Parem tudo. Eu quero descer. Não quero mais brincar. Quero recolher a bola e guardar os brinquedos. Quero apenas um minuto de silêncio. De paz interna. Quero calar os ecos do compromisso do dia seguinte e fechar a agenda do não-realizado.
Meu desejo é ter um dia de alívio. De descanso em volta da piscina, de curtir o sol sem preocupação. De dançar até doerem os pés. De namorar (ah....namorar.....) sossegada, conversando amenidades e banalidades, pelo simples prazer da companhia. De ler um livro de cada vez. De telefonar sem ser porque há algo de importante e imperativo pra dizer. De ter amigos e não apenas colegas de trabalho. De ser reconhecida pelo meu sorriso e alegria e não por minha competência em noticiar o fato segundos antes da concorrência.
Minha vontade é respirar profundamente. E correr simplesmente por ser saudável e não pelo stress da necessidade urgente.
Queria ter tempo.
Ter qualidade nos encontros com os amigos, nas saídas à noite pra bater-papo, nos filmes tantas vezes assistidos, mas nunca absorvidos. Queria caminhar sem ter rumo, virar aquela esquina só para saber o que tem do outro lado.
Queria liberdade responsável, não esse fardo alucinante do dia a dia de uma jornalista on line.
É possível combinar o prazer do trabalho bem feito com espaço temporal permitido a si mesma? Me digam os físicos e matemáticos. Há como escapar da angústia do pós-modernismo e da velocidade da informação? Afinal, quem lê tanta coisa? Quem escuta tantos tiros? Quem se importa com tantas mortes? Quem acompanha tantos jogos? Quem se preocupa com cada asneira que o presidente diz?????
É mesmo preciso toda essa avalanche de novidades? Morreríamos nós por um dia de silêncio?
...............
Tudo o que eu queria era poder parar.